/* PRIVILÉGIOS DE SÍSIFO 反对 一 切 現代性に対して - 風想像力: O SÍSIFO VAI À CINEMATECA

PRIVILÉGIOS DE SÍSIFO 反对 一 切 現代性に対して - 風想像力

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2007-12-09

O SÍSIFO VAI À CINEMATECA

Festival Temps d'Images
em colaboração com a Cinemateca Portuguesa
10-15 de Dezembro de 2007

o cinema à volta de cinco artes - cinco artes à volta do cinema (2)
cinematografia - coreografia

SEGUNDA 10/12
19H00 SALA FELIX RIBEIRO
com as presenças de Jean-André Fieschi e João Bénard da Costa
SLON TANGO de Chris Marker (1993)
(...) Mas que está este elefante a fazer, esse espantoso animal, que aspira e sopra o pó na sua coreografia dissonante de tudo excepto da música que estamos a ouvir? Como em Lumière, é um filme de um só plano, um plano-filme mais do que um plano-sequência. (...) O plano, esse bloco inextricável de espaço tempo dura 4’10’’, a duração exacta do Tango de Igor Stravinsky. (...) E é exactamente aí que ocorre aquilo a que temos de chamar o puro milagre do cinema: é como se o elefante ouvisse, interiormente, o Tango de Stravinsky e lhe respondesse com movimentos muito suaves, quick, quick, slow, (...) num acordo profundo com o ritmo, os seus progressos e repetições, as cordas e os sopros, os pizzicati, toda a evanescente massa orquestral que o acorrenta e que parece emanar dele. Mas que estará ele, então, a ouvir? (...)
Jean-André Fiesch
in catálogo "cinematografia –coreografia"
Lisboa Novembro de 2007
THE COOK de Roscoe "Fatty" Arbuckle (1918)
The Cook foi considerado, até 1996, um filme perdido. A película em nitrato foi encontrada nos cofres de Norwegian Film Institut . Isso permitiu-nos descobrir Fatty, na cozinha de um restaurante, lançando-se na dança de Salomé transformando uma couve na cabeça de São João Baptista e os utensílios de cozinha em cabeleira oriental enquanto Keaton se inicia na dança oriental na sala no meio dos clientes.
O ULTIMO MERGULHO de João César Monteiro (1992)
(...) Como se recorda no filme, antes das Salomés despirem os sete véus, já dizia o velho Herodes que ou te ca­las ou te fodes. César Monteiro mediu as distâncias e decidiu não se calar. Até porque este filme é também – eu diria sobretudo – um filme sobre o silêncio: uma protagonista muda, cinema mudo. Abre-se e fecha-se o som. Fez-me lembrar um texto muito antigo do Langlois, a propósito do L’Atalante de Vigo em que ele dizia que há filmes em que fechado o som, a imagem se achata, e outros em que, aberto este, a imagem adquire volume. Os dois planos-sequência das duas danças de Salomé (um, com Strauss, outro sem ele) parecem estar no filme para demonstrar que há um terceiro caminho. Se a imagem não se achata na dança muda (ou na dança da muda), é porque na retina e na memória persiste a dança musical. O que prova que o cinema é questão de tempo: sobretudo questão de tempo. E é esse tempo que vai deixando que a raiva pouse e que a ternura comece a vir à tona de água. A primeira dança vê-se com admi­ração cúmplice, saboreando as transgressões, sucessivas e compulsivas. É uma sequência de antologia. Mas é de ontologia que se trata. E, por isso, é quase impossível ver a segunda dança sem os olhos rasos de água. É já da ordem do mistério, do mistério do cinema, A grande pureza só possível no grande vazio e no grande silêncio. (...)
João Bénard da Costa in Folhas da Cinemateca
SEGUNDA 10/12
22 H00 SALA LUIS DE PINA
com as presenças de Stéphane Delorme et Luís Miguel Oliveira
SCREEN TESTS (Reel 12) de Andy Warhol
Os Screen Tests ocupam um lugar particular na obra de Andy Warhol – realizados entre 1966 e 1964, são retratos filmados, enquadrados regra geral em grande plano e filmados segundo um mesmo princípio: os retratados deviam ficar imóveis durante o tempo de duração de um rolo de 16mm. O filme, rodado a 24 imagens por segundo era depois projectado a 16 imagens, conferindo aos retratos uma qualidade particular no que diz respeito aos movimentos de quem era filmado. Os Screen Tests reúnem na sua variedade os temas principais do cinema de Warhol: a duração da imagem, os limites pictóricos do enquadramento, importância dada ao que está fora de campo, imobilidade / mobilidade, ambiguidade entre presença e representação.
LA CICATRICE INTÉRIEURE de Philippe Garrel (1971)
Bastou a Philippe Garrel um travelling circular para entrar na história. O segundo plano-sequência de La Cicatrice Intérieure descreve Garrel a caminhar em círculos no deserto, em torno da câmara: na origem da marcha, o choro de Nico (“Philippe!”) e a expressão desfeita, grave, do rapaz, de braços caídos. Garrel passa uma vez junto a Nico, passa por cima dela antes de partir para nova volta à pista. Duas grandes voltas ao som de uma música majestosa “Janitor of Lunacy”, cantada por Nico.(...)
Este travelling circular que desenha uma roda no meio do deserto marca bem o fim de um mundo velho. Foi evocado Orfeu a propósito desta marcha, forçada e obstinada, em que o poeta não se volta para trás, à procura da sua Euridice. Com os cabelos negros arranjados como um capacete brilhante, caminha ainda no plano seguinte, desta vez de frente, de cabeça baixa, ignorando Nico que grita e tropeça até ele próprio tropeçar também. (...) O encontro com a “superstar” de Andy Warhol, a cantora Nico, mantém-no no caminho glorioso daquela mitologia simples – um homem, uma mulher, uma criança, a Natureza – e há que refazer todo o cinema. (...)
A intensidade de cada plano é tal, que os sessenta minutos brilham conjuntamente sem condições: como uma constelação.
Stéphane Delorme
in catálogo "cinematografia –coreografia"
Lisboa Novembro de 2007
Programação de Terça 11 de Dezembro:
ALTERAÇÃO HORÁRIOS E SALAS
SALA LUIS DE PINA 19h00
THE STOAS de Robert Beavers – 22mn
EFPSYCHI de Robert Beavers - 20mn
TROIS JOURS EN GRECE de Jean-Daniel Pollet – 90mn
com as presenças de Cyril Neyrat, Ricardo Matos Cabo e Luís Miguel Oliveira
SALA FELIX RIBEIRO 21h30
PESTILENT CITY de Peter Emmanuel Goldman – 16mn
LES SANS ESPOIRS de Miklos Jancsó – 90mn
com a presença de Cyril Beghin, Ricardo Matos Cabo e Maria João Madeira

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