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2007-04-23

UM POETA AUTISTA BEBE A SOPA DO PATRIARCA



Sonhei meio acordado esta manhã com este título para um romance passado na Irlanda, mas que fosse inteiramente português. Dada a precariedade dupla da palavra autista, que carece de excesso de definição por parte do clero instituído das doenças mentais, a corporação dos psiquiatras, e de demasiada publicidade por parte da gente política, que se mimoseia uns aos outros com o cravejante epíteto, achei que seria interessante justapô-lo ao substantivo poeta.


O actual Patriarca português, um grande fumador com um ar triste e algo insuflado pela importância (ia dizer pela impertinência) do cargo, fuma demais para gostar de comida. Tem as papilas gustativas erodidas, devido à entrada frequente de fumo. Como será o Patriarca irlandês? Usando o meu calculador de improbabilidades (que roubei ao excelente Poeta Ana Hatherly) defini a priori o campo de parâmetros do cardeal Irlandês actual.
Spheno Número Um (mais tarde, nesta Lógica Deslocalizada talvez explique o que é um Spheno): O actual Cardeal da Irlanda tem cára de Elfo.
(Isso não faz dele um Elfo, infelizmente).

Enquanto o actual cardeal patriarca luso é como quase todos nós, feio, baixo e barrigudo e nada tem que evoque o Elfo, o purpurado (era este o oximoron usado pela a imprensa do muitíssimo pedagógico século passado para designar cardeais) irlandês tem certamente uma bicicleta, que usa regularmente, dada a tradição pastoral mais ligada à estrada dos nossos primos celtas, e por isso, graças ao exercício não é barrigudo.

É discutível a elfidade, quanto à beleza. São os Elfos belos? Tem a comicidade grotesca e o algum encanto de quem tem orelhas manifestamente grotescas, deslocadas, grandes e mesmo excessivas, e grandes porções da cara em estado ígneo devido a uma boa prática liberal de ingestão quotidiana de James Jameson, o whysky da Irlanda, e de Guiness, a nobre cerveja feita com as águas lamacentas do rio Liffey, que banha Devlin. (Desde James Joyce que o nome literário, o mais polissémico e indigno de crédito, é esse e não Dublin)

É interessante, à vol d'escargot recordar a polémica que dividiu a Net entre Feegs versus Hofas. Os Feegs (frequent e-mailers exceptionally getting sex) tem um pomo favorito de discórdia com os Hofas (Highly Operative Feegs As Seculars). Resumindo brutalmente : uns são a perífrase dos outros, e o que divide estas duas seitas é que uma proclama a funcionalidade como suprematista em relação à estética e a outra tem a ideonetologia inversa.

Mas voltemos ao cardeal da Irlanda actual.
O Spheno Número Dois: O actual cardeal da Irlanda come sopa de serpente.

E aqui é que o nosso ulissiponense poeta autista (depois de bochechar com álcool puro tipo medronheira da boa, ilegal, que é ligeiramente psicodiléptica) entra em cena.

Lembrando que a Irlanda foi cristianizada por Saint Patrick, um higienista (da mente) radical que expulsou as "serpentes" da terra irlandesa faz todo o sentido que o actual cardeal irlandês continue a comer sopa de serpente, porque como sabe qualquer antropófago a melhor e mais radical erradicação do inimigo consiste em matá-lo e depois devorá-lo.

O poeta que a bem dizer se devia escrever peuh! eta dado o seu crónico desdém pela lusitanidade, passada e hodierna, é um ser naturalemente autista, o que não admira nada num país encapsulado sobre si mesmo, mas ainda não namorando o seu vértex id, apenas adorando o seu vórtex Um-Big. Enfim o peuh! eta, então, por um desses métodos de transporte barato, via Galiza, chega depois de um desvio pela antiga Pérsia, à Irlanda.

O Spheno Três Repelente nem sequer indaga, divaga, pondera, arrota ou tira o coelho da braguilha, diz logo deste modo:

O peuh! eta na Pérsia aprendeu a transformar-se em sopa.

Chega à alfandega e diz : em Portugal nada é nosso, somos robertos nas mãos dos cartões de crédito. E o funcionário primo celta abraça-o e come-lhe uma orelha. É assim que se beija na irlanda, terra de muitas fomes.

Depois sobe para um caixote e discursa: Venho aqui repor as Antigas Serpentes Celtas.
(Nuvem de cascas de hóstia são-lhe atiradas por prebendados, clérigos, olhos apoteóticos e virgens feias)

Bem por agora as coisas estão neste pé.


2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Opa! Adorei seu projecto de romance. Continue a nos inspirar e divertir. Também pensei que São Patrick o que ele deu cabo foi dessa energia da serpente, que os caras da India chamam de kundalini. Que lhe parece este ângulo?

6:41 da tarde  
Blogger Miguel Drummond de Castro said...

Obrigado, parece-me uma interpretação possível. De facto na irlanda antiga havia a religião da serpente, e eu ainda não a tinha ligado a essa energia.

Volte sempre,

Miguel

1:15 da manhã  

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