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2007-09-30

DOS CONTOS MORAIS PARA AS HINFÂNCIAS DESVALIDAS


Naquele lugar não cresciam princesas nem fadas havia só meninas ranhosas e nabas. Tinham liofilizado as bruxas e as hárpias, e os pessegueiros com maçãs de ouro tinham bicho. Das laranjas saíam anões com pasta que eram engenheiros; dos campos de semáforos saía gente com cara de automóvel. Toda a gente tinha pelo menos dois automóveis e meia cára. Os filhos dessa gente só queria era divertir-se. Mas não sabiam.

Julgavam que divertir-se era andar sempre com meia cara aos pulos e aos pinotes e a gritar muito e a rir estrondosamente, por isso de noite iam para umas tabernas grandes, com ar condicionado e milhares de luzes estúpidas e bebiam coisas destiladas.

As meninas bonitas e parvas que eram ao mesmo tempo magras e tontas iam para modelos. Passavam a vida abaixo e adiante e atrás e à frente de cabides. No fundo acabavam por ficar com cara de cabide, mas como eram magras, não se notava logo, e como eram parvas, não tinha importância nenhuma. As feias iam para instrutoras de Yoga, ou para freiras de supermercado, daquelas que põem a carne picada na arca. Ou então iam para sopeiras das creches, onde se vingavam de muitas carências dando bofetadas em gerações de meninos e de meninas enterrados em bibes azuis e cor-de-rosa.

Os pais desses órfãos com pais chamavam-se todos McCann. Bebiam água Maccannalizada, iam ao psicanmccannalista donde saíam com o dobro do orifício anal e metade do orifício bucal. Então por toda a parte choviam laranjas azedas e oviam-se ao longe as lágrimas amargas da senhora que faz pilinhas das Caldas, porque já ninguém lhas comprava, nem o Papa.

E esta estúpida história que fala de nabas bonitas, de tolas com estilo, de Cabides de Taberna, de música pop e da taxa do rendimento, acabou. Fim. Kaput. Fini. Começou a chover. Cresceu o cogumelo. Fez-se a luz. O haxe sabe a polícia. Tire o nosso Curso de Parvo Para Ter Sucesso.


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