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2008-03-06

Redescobrindo o FREUDIANO oculto

O que se faz quando descobrimos no nosso interior um feroz eremita, disposto a defender a sua solidão com uma moca? A ideia de o passear em trajos gregos menores pela avenida, embora tentadora, será concerteza desaconselhável. Os tempos andam distraídos. Diógenes passaria desapercebido numa rua de Lisboa, ou pior, seria considerado um figurante.
Amarrá-lo à estaca do super-ego? Mas é lá precisamente que ele estava amarrado. O eremita representa um lado que todos temos - a meu ver - que desenvolver - o lado associal e selvagem, o renitente resistente a todas as tentativas de socialização. Um homem lobo. Exactamente o que é interdito por completo nas escolas uniformizadoras da democracia e no socialismo, além de o ser também na maioria das religiões, criadoras de carneiros raivosos ou paranóicos.

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Poeta Drummond:


Ser eremita é um vício como ser sociável e boémio. Sabe bem, uma pessoa habitua-se e quando dá por isso já não quer outra coisa.
Claro que o sistema prefere o boémio porque é mais rentável à partida, claro, também pode transformar-se numa despesa.
Mas vejamos, o ser solitário feliz é uma excepção, a solidão está associada na nossa cultura ao ostracismo e foi usada como arma, os putos fazem isso na escola: provocam dor condenando um dos colegas à incomunicação com o grupo, é lixado, há putos que sofrem muito com isso, querem brincar e os outros não deixam. Portanto, a meu ver, a solidão do outro é considerada uma falha de integração, mas no fundo tudo se transforma quando o solitário não sofre e até é mais feliz.
A companhia sabe bem, eu aprecio muito a minha chinesinha, e também tenho um cão e dois gatos, mais a filha e o namorado, o avô chinês etc, etc. Cada um traz uma novidade, rimos, somos amigos mas no emprego a coisa é brava, há muita gente cagona e medrosa, são os piores, aí às vezes apetece ser eremita. Bom, isto talvez não lhe interesse para nada. Deu-me para aqui. Continue a escrever homem e quando publicar avise.

O mesmo aperto de mão de sempre,

Ó

8:35 da tarde  
Blogger Miguel Drummond de Castro said...

Caro Ó,

Dá-me muito gosto saber que tem uma família unida e amiga, além de multicultural, isso é do melhor.

E tem razão, a nossa cultura põe um pesado e indelével estigma em quem se atreva a esta coisa formidável ser só e estar feliz por isso.

O meu amigo Cesariny dizia "gozo de uma estupenda solidão". Não se pode dizer melhor. E quem não desfrute desse gozo não será boa companhia.

Pessoalmente, desde que me dediquei de facto à solidão as minhas relações com os outros melhoraram imenso. Dá-me muito prazer estar só comigo, nas minhas sete quintas, mas tenho o maior gosto em estar com gente. Não desenvolvi antropofobia, pelo contrário, curei-me de alguma dose dela. E fiquei com muito mais capacidade para ouvir e entender os outros.

Seja como fôr é dificil estar plenamente com quem se recusa a estar plenamente consigo. E a maior parte das pessoas, tem pânico em estar só. Tem razão, vão estar diante de si mesmas, diante de Pã.E aí a maior parte das pessoas auto-sabota-se. É pena, o desconhecido afinal é todo o espaço do Universo e este é benevolente.


Um forte aperto de mão também,


Miguel

7:13 da tarde  

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