/* PRIVILÉGIOS DE SÍSIFO 反对 一 切 現代性に対して - 風想像力: OFEGAR O POEMAANDANTE

PRIVILÉGIOS DE SÍSIFO 反对 一 切 現代性に対して - 風想像力

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2008-04-24

OFEGAR O POEMAANDANTE


Lisboa: local de nascimento de todos os Brahms
poema feiote da Adília
sacramento do Silva Tavares
Lisboa tem pinote e tem catita
veste o inconsciente de cimento agora , dah e buh!
cheira a intestino industrial : fumo, peido dos carros,
passeio em Lisboa como dentro de um soneto escrito por um ardina
e chego à Madame Aflita: A Baixa, entupida pelo Bispo Sardinha
mas lá iremos ao Cais das Colunas
cada homem tem pernas de rei menos o rei
em Lisboa cidade suicidada de presidentes
há sempre um chui moral presidente
mas a revolução da cerveja junta o rio a Delfos
sim mitos matematicamente certos
oráculos racionais
cada mulher lisboeta é uma pitonisa
vai à missa das marés ainda
tudo é irreal
e o irrealista passa cheio de realidade
je proméne os meus touros antigos com muita pinta
descabelando semáforos
cada anúncio luminoso tem dois sexófilos nas extemidades
para o linguado que passa de perfil
Lisboa cidade das lésbicas-azulejo
e dos marinheiros-cesarinys cerzidos às caricas
no Rossio junto sartres à Madragoa (que verso!)
e espeto um manjeirco no hemicrânio quadrado do Egas Moniz
Hemicrânio! Homeostasia das colinas...
com verdes prados abolidos
onde a nenhuma vaca do dia pasta
de língua pesada e nietzcheana
dizendo as blasfémias novas que Deus adora
enquanto Alzira a lambuda vai à missa dos ateístas
ali ao Carmo, perto da Júlia, nas catacumbas
do haxe barato
e tu petite fazes o novo perfil do manguito com muito estilo
cravo na ponta, navalha na sílaba,
belezinha de Garcia Lorca em manuelino
adelante! passemos pelas monstras da baixa
há cada Gorda! Cada Cu Fenomenal como dizia o Mário Menezes
dos Menezes dos bons, com rubí e ouro
e apesar dos irmãos maristas passa.se bem pela Rua da Prata
anelada de lamelibrânquios e fogachos de rio
e um ainda cheio a entreperna de varina, com a canastra
fintada à Almada negreiros-chalupa-de-monóculo-aresta
tem muitos sóis o modernismo!
a varanda do elevador da Graça despeja ciclos temporais
mais vastos do que o Hindustão e a tua Lisboa de pileca
dá tom ao meu quark sentimental, de poeta piroso
a cair de um quatro andar com cinco tiros
na têmpora gasta pela mávida e mausbares e másmeninas
de carteira ávida, com prédios no barreiro, comprados a golpes
de rins nos desvãos desvanecidos de tanta escada e beco e vale ausentado
e que mais: mantenha a perna moderna, emperne,
ou isto é só andar com o coiro pregado no carro
a escupir carrises falidas e lentas
na cidade dos neurónios mais rápidos do mundo
onde se toca o melhor boogie-woogie do planeta?
suicidem mais tarde o Kandinski
deitem pela reboleta os heterónimos de lacinho que vão em pelota
(olha: uma rima acrónima)
atrasem-me o arco-íris ao Mário de Saa-Carneiro
e depois bebam o tejo numa carica de ouro
provando cada gota de ouro - alquimia - ourado
pelo olhar dos poetas falidos e magros
com um tesouri de tosse e de vidência
no hemicranânio, sempre ele, o sinbadita, o baldoque, o anti-monóculo
e por favor tire a mão do meu telescópio cranioscópico
que eu sou o pastor de estrelas anómalas
arreda daí o teu rebanho de nuvens, ó Campos!
que chegou a via rápida ao Quelhas e à Estrela
- à única, a que está no centro da testa a irradiar urânio
como um dia sem fim do metro luminoso, do único e último senhor
da Matéria, o metro, nunca bem amaldiçoado nunca suficientemente maldito
com a sua Tiara de Electricidade e ar antigo roubado às morsas

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