/* PRIVILÉGIOS DE SÍSIFO 反对 一 切 現代性に対して - 風想像力: O EXÍLIO DAS SENSAÇÕES

PRIVILÉGIOS DE SÍSIFO 反对 一 切 現代性に対して - 風想像力

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2008-05-01

O EXÍLIO DAS SENSAÇÕES


O único lugar onde se vêem caras é na televisão e nas revistas.

O ateísmo tem hoje inúmeros padres, é uma heresia que se tornou deus.

Muito do que gosto foi destruído ou exilado, os novos bárbaros aderem em massa à teconologia.

o mar hoje em dia é inevitável como balneário, e em Portugal só é concebível se tiver areia à frente dele.

Uma sociedade fortemente banhista criou um muro contínuo em frente da costa.

Os pescadores são como os fungos, nem os peixes nem os banhistas os suportam.

Há pecados modernos gravíssimos modernos como não ter telemóvel.

Um governo é altamente responsável pelas oposições que tem: devia cultivá-las com apreço e estima. Mas em geral redu-las a um estado vizinho do manicómio.

Os governos pobres tem pobres oposições.

A maior parte do que se diz em política um ano depois é um truísmo, sem nunca ter deixado de ser anedótico.

A política é o ramo mais débil da literatura.

Quando o ideal do cavalheiro foi substituído pelo ideal do homem comum o que esperar senão a apoteose do trivial?

Onde dantes havia velhice a mais hoje há juventude no seu lugar, duas inépcias semelhantes.

O mito da eterna juventude destrói mais gente do que o alcoolismo.

As autoestradas tem servido para reduzir os excessos de população.

A sabedoria não desce dos degraus do Parlamento pelo simples facto de que não os subiu.

Um dia seremos lunáticos profissionais, por enquanto não passamos de amadores.

AS pessoas que temem as consequências das leituras tem razão, as leituras tem consequências. Madame Bovary fez cair várias repúblicas.

No Bairro Alto, de noite, toda a gente é artista e divulga a belíssima ideia que um artista é alguém que não faz nada de noite e dorme durante o dia.

Desde que há vinte e cinco anos vejo o encorajamento contínuo do sucesso cada vez mais aprecio o lado obscuro do insucesso.

Os bancos conseguiram tornar indiscutível a ideia de que todo o dinheiro lhes pertence.

Não há deuses fáceis, nem sequer para as massas.

Os ingleses sempre tiveram medo das mulheres, e os portugueses dos ingleses.

Um escritor sem aforismos é um imbecil inacabado.

A boa literatura tem falado do que nos falta, nada de estranho: falta-nos ser e do que temos em excesso: lunatismo, excesso de prosa, pompa, e todo um cortejo de governos que acabam sempre na pia.

Há mais artistas no governo do que nos espectáculos do Filipe La Féria, e todos se destinam "ao povo". Embora o governo prefira os tons gris, e o La Féria a policromia e a féerie.

O povo raramente tem razão e quando a tem é por acaso, altura em que faz uma revolução que acaba por repôr o mesmo filme com novas caras.


























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