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2008-05-02

O VERDADEIRO FASCISMO


Todos os bébés são fascistas. Imperam, dominam, estão sempre a pronunciar importantes discursos que começam em gu e acabam em gá. E as mulheres babam-se por esses facistas. Há mesmo, desde sempre, uma conspiração de mulheres que promove esses fascistas.

A varanda do bebé, donde ele é exibido ao mundo, é um carrinho. É bom recordar que enquanto um inválido normal (se há tal coisa) é um chato óptimo, para aliviar a nossa má consciência, um bébé é um inválido prometedor.

Numa reunião qualquer ele é o supremo fuhrer. Passa de mão em mão, e todos o espremem, apertam, beijocam, sugam. Mas ele, o supremo fascista, faz isso porque vai roubando um pouco de energia a todos. Os bébés são os predadores ternurentos. Mamam tudo, não é só a teta. Como grandes fascistas desidratados mamam um impressionante número de sorrrisos babados.

Quando um bébé vê outro bébé o seu primeiro impulso é, caso não consiga esmagá-lo, furar-lhe um olho. Raramente o consegue porque todos os bébés são um pouco mongolóides.

Qunado chupam um dedo, aquilo não é nada inocente. Antes meteram alguém no dedo, depois de o jivarizar, de o reduzir a um nanismo ontológico. Estão a chupar alguém até à medula, desfibrando-o, com gula.

Os choros de um bébé são sempre imperativos e despropositados. Fingem que tem um arroto ou um peido do tamanho do mundo atravessado na garganta. Mas não passa de meio centímetro cúbico de gás. À noite, pela calada, cada bébé ergue câmaras de Auschwitz onde gaseia os pais.

Na verdade cada bébé reduz os pais à condição de fantasmas, a quem ele tem o desplante de comer a aura.

Toda a mão de obra disponível em casa está ao serviço do fascista. Pode-se cagar a qualquer altura, é um poema. Não é cócó, porkêra. É uma cor castanha interessantíssima, um fedor musical. É a única pessoa que por cagar recebe um beijinho e um sorriso.

Como verdadeiros fascistas os bébés adoram desfiles. Adoram ver pessoas a desfilar diante deles. Esse é um dos seus maiores passatempos. Como ainda não podem decapitar as cabeças de que mais gostam, sorriem a pensar no dia em que o farão.


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