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2008-04-09

A POESIA, SÓ A POESIA, NADA MAIS DO QUE A POESIA ANTES DE TODAS AS COISAS



A poesia é o último refúgio da linguagem hermética, a que não explica, mas propõe a transcendência. Não precisa de inimigos, nem de amigos. Basta-se na Distância e na Intimidade. Os seus dias são de um tempo maior e vão para um tempo maior, e por isso tem toda a semelhança com a linguagem das sibilas, feita de hiatos de sentido, velada entre o fragor das cascatas e o pólen.
A maior glória não precisa de cidades e de mundo, vive nas coisas mais humildes. Depois dos palácios enterrados nos desertos e dos ciclos dos tempos, talvez uns poucos encontrem uma reticente voz em asa. Contorna a essência mais íntima, num afago de antes da vinha, porque está embriagada de algo mais poderoso do que os vinhos raros, os da sílaba, da paixão e da intransigente liberdade do sentido.
Carne para o sentido, espírito para os ossos, a linguagem hermética fala de forma oblíqua ao tempo, com as palavras enevoadas e claras de quem sabe voltar de novo aos labirintos.
É evidentemente a única e sempre última linguagem aristocrática e da unica nobreza que até hoje existiu na terra, a dos poetas reis sagrados pelos demónios e pelos anjos.
São eles os conquistadores dos três mundos, o do corpo, o do espirito e o da fala. Por isso todo o dourado da sua aura vive nas palavras que dizem. Passa, pois, cavaleiro por aqui, e não te vires nunca para trás porque estás a ouvir a montanha alta e o fundo dos mares. Nós no arco de cada silêncio conquistado damos asas como entendemos e abrimos o vento aos grandes fastígios da linguagem de todos os inícios

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