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2008-06-06

APOIANTES DA SELECÇÃO NACIONAL


Sei que todos estão colocando a bandeira novamente em Portugal nas janelas. Sei que Portugal vive intensamente o Euro, tal como os portugueses que vivem por todo o Mundo. Sei que amanhã chega uma delegação brasileira para participar no Euro por Portugal. Sei como vivem, sinto e os jogadores sentem. Quando eles tiram fotos da torcida é porque também sentem e vão ter um esforço maior e dar o mais possível. Se não passarmos a primeira fase sei que é horrível e vai ser uma decepção para o povo português e muito mais para mim. Não estou preparado para essa decepção e por isso quero que portugueses vibrem com o Euro. Quero que todos estejam com o mesmo pensamento: Nós somos Portugal e vamos até ao fim! Acredito que não vai ser a decepção esta primeira fase», afirmou optimista Luiz Felipe Scolari.


Já anda no ar o Santíssimo Espírito Ovino dos apoiantes da selecção nacional, uma coisa que os supermercados e o tony carreira e o malatoman adoram. E eu que sofro de selexia distrófica ao chegar a casa vejo uma ovelha à janela, a minha janela, com uma bandeira nacional made in China entre os dentes. É o meu fantasminha de rejeições, que comprei na serra de monchique a um ex~fabricante de aguardente de medronho.
Entretanto um vizinho alegrote que nem um portuga, trava-me o braço, aponta para a ovelha, e grunhe-me ao ouvido vamos cascar naqueles paneleiros. Um tipo depois de doze horas de trabalho na mina não tem grande vontade de discordar ou concordar. Aperto o botão que diz "encolhedor de ombros" Mas surprise surprise, está avariado, assim não sou eu quem encolhe de acordo com a patente os meus ombros. É ele. E como está avariado fica a encolhê-los e a dizer aneleiros du aralho. O que não é bom para os ouvidos da testemunha de jeová, a do terceiro que agora passa a cheirar muito a lixívia, pode ser bom para a próxima Reforma ou Rephoda Tortográfica.
Subo para casa e vou deixando volfrâmio atrás de mim ( coisas da mina) e a escada vai ficando verde. Uma ideia porreira para o conto do Homem Verde cai-me da cabeça e estatela-se no chão. E subo a arfar até ao quinto. Da porta chega música gipsy que pus altíssima para enlouquecer os vizinhos. Desligo-a logo que chego a casa. Odeio música. Que século de música! Até nas casas de banho se ouve música. As mãos felpudas do silêncio envolvem-me (frase esta última tirada da Lídia Jota) vou ao gravador (colecciono palavrões) estão lá os palavrões dos meus vizinhos. Mais um dia sem imaginação. Que orra! digo estamos na era da decadência do insulto. Muito decaiu a arte da injúria. E chega um méééé grosseiro. O balido das ovelhas é muito ordinário digo eu em voz alta e a última frase em vez de se insrever no livro de ouro das frases desparece para sempre no ar ou daquilo que faz de conta que é o ar. Depois a alimária vem a correr com bandeira entre os dentes já toda ensalivada e a deixar cair E 330 e o E 350 (põe a mesma gaita nas bandeiras e na comida) no meu Isaphan (tapete persa herança do meu avô que bebia chá em chávenas chinas casca de ovo . grande tempo o dele e o dessas chávenas, dizia-se os chinas ou chins, e nunca os chineses essa espécie de japoneses feitos numa salchicharia alemã).
Quer festinhas a ovelha. Ligo a máquina de extractos seleccionados de afecto animal ou animoso que trata da ovelha. Dou-lhe um bom pontapé nos flancos e faço tip tip nos meus caninos de lobo, porque estou com fomeca. Enquanto as gãndulas salivares se desfazem, penso a que é que saberá? Só que preciso desta ovelha à janela durante mais um mês. Camuflagem pois claro, que a ovinidade geral é perigosíssima, e um dissidente que sofre de selexia pode ser morto a tiro. Ela está a adorar aquela cenex da janela, a balir, a agitar a bandeira, a ter espasmos na cervical e nas lombares. Como são interessantes as ovelhas quando os tempos chegaram ao mais chato possível. Num conto de Panurgo estas ovelhas ficariam com dentes, e comiam-se umas às outras. Há que ter esperança-

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