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2008-07-19

NUNCA HÁ UMA NOVA ERA


O "homem razoável"

é uma figura pestífera inventada pelos clérigos e pelos pequenos filósofos
exaustos. Coroa a figura do burguês: ou seja, a do vigarista respeitável. O culpado original foi o grego Sócrates, que defendia a "medida das coisas" e punha toda a ênfase no "ser comedido" e na sobriedade. Esse primeiro Sócrates estava singularmente embriagado de sobriedade, uma aguardente moral e física ainda mais nefasta do que as outras. Acabou por ter um suicídio assistido. Nem sequer foi capaz de se suicidar sozinho. Teve que ser intermediado pelo Estado.

Contra ele e em todas as eras ergue-se a figura de Dionisos, que se inscreve sempre no ilegível e na surdez desesperada de todas as coisas. É uma figura sem esse tóxico de damiselas e de prelados: a esperança. E por isso por onde passa deixa no ar essa respiração maldita, a do que não cabe no mundo, por ser mais infimo e irrisório do que qualquer um. Destino de espelho até às últimas consequências? Mais e menos do que isso, embora nem muito menos e muitíssimo mais.

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