/* PRIVILÉGIOS DE SÍSIFO 反对 一 切 現代性に対して - 風想像力: O ALTERMODERNISMO DO PÓS-ELEITORAL

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2009-06-15

O ALTERMODERNISMO DO PÓS-ELEITORAL

Na falta de Porkêra, o nosso empregado rebelde, perdido (culpa de umas chinesas) ainda na província de Set Chouan (China) sondámos os três conselheiros Acácios do nosso blog: Acácio A, Acácio Bê e Acácio Cê pra nos darem a sua abarrigada (geralmente brutalista e radical) opinião sobre o pós-eleitoral lusitano.
Com riso sardoónico (ou freudo-minhoto?) Acácio A levantou um dedo em forma de falo e disse o pós-eleitoral? só se for na ramela. E afundou-se de novo num mutismo que ultimamente lhe tem dado foros de sábio, no seu café preferido, o seu mais que mignon, o "Autre Chose", ali à Lapa, onde há várias sumidades na clientela que dão ao café aquele singular ambiente de pasta de cérebro voadora.
Quanto a Acácio Bê encontrá-mo-lo no seu restaurante o "Deja Vu", a papar um goulash búlgaro feito por umas búlgaras de se lhes tirar o chapéu (às bulgaras e ao goulash). Ainda com o bigode e a barba (aparada, no estilo de pompa barbeira Luis Ah!mado- MNE) a pingar nata, Acácio Bê respondeu à pergunta deste modo enigmático (ou freudo- beirão?):

O genoma do povo português não está aparelhado para muito acto eleitoral. Tomba de fadiga depois de agarrar num boletim de voto, e prefere evitar fazê-lo durante vários anos seguidos.

Agradecemos a Sua Exa. a luminosa declaração! Assim, de nata inteligente, a pingar de modo estético na sua barba não só diplomada mas diplomática, deixamo-lo entregue a cogitar mais uma frase que bate todas as dos illuminati, e que sem dúvida cala fundo, ao dèvoiler com requinte os altos desígnios nacionais que os oráculos aindas não esclareceram.
Animados pelas estupendas declarações registadas fomos a um lugar extraordinário, no simpático Bairro da Estrela, onde num ginásio chamado "Loose Everything", deitado numa máquina de ginástica cárdio-torácica o conselheiro Acácio Cê, com os bofes de fora, e a barriga a saltitar, depois de ouvir e ponderar a nossa pergunta soltou uma chasquinante gargalhada, com belos perdigotos rectilíneos que amparámos numa caixa de Petri (a seu pedido, pois queria inquirir sobre o virus HHnn) e disse:

A prega do pós-eleitoral colmata um Duplo Vazio.

Arregalámos os olhos com tão bela frase, prometedora e barthesiana. Duplo Vazio! A prega do ! Ena. Saboreámos a frase, dizendo-a devagar, imaginando os espasmos no olhar do Alexandre Melro, o Krítico,ou o tilintar púdico das sobrancelhas hipermodernistas do Peixote, o Escribão-Mor dos Corações Desfibrilhados.
Mas foi o filho dilecto e amantíssimo de Guimarães Rosa, o Miah Couto, quem rematou a belísssima série de sínteses exemplares dos nossos admiráveis conselheiros:

O pós-Leitoral, meu amigo, é o estado de coma profundo paradoxal, porque ao mesmo tempo é funcional, do leitor de literatura portuguesa. Nunca se esqueça, amigo meu, que a política é um ramo - menor - mas ramo na mesma - da literatura!

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